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A MULHER NA AVIAÇÃO – Capítulo II

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Marie-Louise Driancourt – França

Apesar de pioneira do ar, poucos registros há sobre Marie-Louise Driancourt, inclusive no Museu do Ar em le Bourget.  Sabe-se que nasceu em Lyon, em dezembro de 1887 e que se casou com Monsieur Driancourt, de Paris, com quem teve três filhas.  Sua licença de voo, de número 525 foi-lhe concedida em 15 de junho de 1911, pilotando um Caudron.

Marie-Louise é homenageada  com  a emissão de um selo postal francês



Apesar de fácil manejo, a aeronave pregou algumas peças a Marie Louise, forçada a pousar em praias da região, quando sofreu ferimentos leves.  A piloto francesa participou de certames e demonstrações na França e Espanha, ganhando elogios por seu arrojo.

Para o infortúnio de Marie-Louise seu marido, que financiava suas atividades aéreas, faleceu num acidente de automóvel, em começos de 1912, deixando-a com três filhas menores. Para completar, a piloto, em 9 de março de 1912, caiu com  sua aeronave, fazendo com  que abandonasse em definitivo as atividades aéreas. Marie-Louise  morreu tuberculosa, segundo alguns, mas como sua  biografia é falha, não há como confirmar isso.

Jean Gardner Batten  - Nova Zelândia


Jean Gardner Batten (15 setembro 1909 – 22 novembro 1982) (foto) nasceu na localidade de Rotorua, e notabilizou-se, na década de 1930, por vários recordes,  no mundo, dentre os quais, em  1936, ligando  em voo solo,  Nova Zelândia a Inglaterra. Faleceu em Palma de Majorca, no dia 22 de novembro de 1982,  com 73 anos, vitimada por complicações decorrentes de uma mordida de cão.   Brevetou-se em 1932 na Inglaterra.

Elly Beinhorn  - Alemanha

A piloto alemã Elly Rosemeyer-Beinhorn (Hannover, 30 maio 1907 – Ottobrunn, 28 novembro 2007) ficou famosa por seu giro de 7.000 quilômetros sobre a África, no período de 4 de janeiro a 29 de abril de 1931. A foto mostra Elly no dia de seu casamento com o tcheco-eslovaco Bernd Rosemeyer.

Na América do Sul, Elly esteve no Peru e no Chile e após sobrevoar os Andes, excursionou por Argentina e Brasil. O feito lhe valeu a conquista da Taça Hindenburg.

Elly ficou viúva em novembro de 1937 quando o marido, com  quem teve um filho,  faleceu num acidente automobilístico. Mas se  casou em 1941, em segundas núpcias,  com  dr. Karl Wittman. Morreu com 100 anos de idade.

MARGA VON ETZDORFALEMANHA

Margarete (Marga) von Etzdorf (Spandau, Alemanha,  10. agosto 1907 -  Aleppo, Síria, 28 maio 1933),  (fotos), aviadora  alemã, decolou de Berlim para um voo solo a Tóquio, Japão, quando percorreu 11 mil quilômetros com paradas em Moscou, Kasan, Omsk, Irkutsk, Seul e Hiroshima.

Ao regressar  sofreu um leve acidente em Bangcoc e desgostou-se tanto com o fato que se suicidou em Aleppo, na Síria.

AMY H. JOHNSON – INGLATERRA

Amy Johson (fotos) nasceu em Kingston-upon-Hull, no dia 10 de julho de 1903.  Em 1929 conseguiu licença de pilotagem, e pouco depois mais duas outras licenças:  de Mecânica e de Navegação. Entre 1935 e 1937 presidiu a Women’s Engineering Society. Em 5 de maio de 1940 ganhou notoriedade ao realizar um voo solo entre Croydon e a Austrália.

Faleceu num domingo – 5 de janeiro de 1941 – de forma dramática porém banal, qual a de trasladar  um bimotor Airspeed  Oxford AS.10, de Prestwick a Kidlington, convertendo-se  na primeira vítima fatal da ATA , quando tinha a seu crédito mais de três mil horas de voo.  Air Transport Auxiliary (ATA) foi uma organização civill  inglesa, fundada durante a II Guerra Mundial, encarregada de, dentre várias tarefas  bélicas, trasladar aeronaves, novas ou reparadas, a partir de fábricas do Reino Unido, para os destinos contratados, excetuando-se apenas navios-aeródromos.

RUTH BANCROFT LAW - EUA

A aviadora americana Ruth Bancrfoft Law (1887-1970) (foto) foi uma vitoriosa pioneira, a ponto de ganhar 9 mil dólares, em 1917, por exibições em voo.  Ruth matriculou-se em junho de 1912 na Burgess Flying School Law solando em 12 de agosto do mesmo ano, comprando pouco depois de Orville Wright sua primeira aeronave, e posteriormente adquiriu um avião Curtiss Pusher.

Em 1916 Ruth estabeleceu  três  recordes de voo entre Chicago e Nova York  e em 1919 teve o privilégio de transportar as primeiras malas postais para as Filipinas.      Dentre outras atividades pioneiras foi a primeira aviadora, no mundo, a executar a acrobacia conhecida por loop the loop e a primeira mulher a pilotar um voo noturno.

Faleceu em San Francisco numa terça-feira, 10 de dezembro de 1970, com a idade de 83 anos.

RUTH ROWLAND NICHOLS - EUA

Ruth Rowland Nichols (Nova York, 23 fevereiro 1901 – Nova York, 25 setembro 1960), (fotos), aviadora pioneira americana foi a única mulher,  no gênero, a estabelecer três importantes recordes em voo:  velocidade, altitude e distância.

Ao cursar o Segundo Grau, Ruth tomava aulas de pilotagem, às escondidas, e logo após obter sua licença de voo, tornou-se também a primeira mulher, no mundo, oficialmente habilitada a pilotar hidroaviões.

Em seu primeiro feito, efetuou com Harryn Rogers, na qualidade de co-piloto, o primeiro voo Nova York-Miami, sem escalas.  Devido a seu status social aristocrático – o pai era um inflluente corretor da Bolsa de Valores – , a mídia logo a apelidou de Aviadora Debutante, título que ela detestava. Compenetrada e competente, Ruth estabeleceu na década de 1930 vários recordes.  Infelizmente, contudo, tentou atravessar o Oceano Atlântico, em voo solo, em junho de 1931, mas se acidentou em New Brunswick, no Canadá, sofrendo graves ferimentos, dos quais se recuperou devidamente.

Seus mais importantes feitos para aviadoras foram: outubro de 1931,

recorde de distância em voo sem escalas, entre Oakland (Califórnia) e Louisville (Kentucky), nos EUA, com 1.977 milhas (3.182 km);  14 de fevereiro de  1932, recorde de altitude pilotando um Lockheed Vega, uma aeronave a Diesel, no aeroporto Floyd Bennett, Estado de Nova York, quando atingiu 19.928 pés (6.074 m) de altitude.  E em 29 de dezembro do mesmo ano, Ruth foi a primeira aviadora de linha  aérea voando a serviço da transportadora New York and New England Airways.

Finalmente, em 1958, com a permissão da Força Aérea Americana, Ruth voou como co-piloto num TF-102A Delta Dagger, alcançando uma velocidade de 1.000 milhas horárias (1.600 km/h) e uma altitude de 51.000 pés (15.545 m).  E isso aos 57 anos de idade …

A aviadora Ruth teve uma morte melancólica, em 25 de setembro de 1960, em sua casa de Nova York, ao falecer devido a uma overdose de  barbitúricos para combater uma forte depressão.  Foi sepultada no Cemitério de Woodlawn, no bairro nova-iorquino de Bronx.  Tinha 59 anos de idade.

HARRIET QUIMBY- EUA

Jornalista, atriz, roteirista de cinema e aviadora, a irrequieta americana Harriet Quimby foi a primeira mulher, no mundo, a atravessar em voo solo o Canal da Mancha.  Harriet ostentou um título a mais, qual o de primeira aviadora americana.

Harriet (foto) nasceu em Michigan (EUA) em 11 de maio de 1875 e faleceu em 10 de julho de 1912.

Harriet voou solo em 10 de agosto de 1911, obtendo do Aero Clube da América, o brevê de No. 37.  Curiosamente, ela foi a primeira aviadora dos Estados Unidos e a segunda, no mundo inteiro, após o licenciamento da Baronesa de La Roche.  Matilde Moisant foi a segunda mulher brevetada no território americano.

Em fins de 1911, Harriet Quimby desejou ser a primeira aviadora a cruzar o Canal da Mancha em voo solo, sucedendo a outra mulher, Treawke-Davis, que já o fizera, todavia como passageira.

Em março de 1912, temendo que qualquer outra aviadora lhe passasse a perna, rumou secretamente para a Inglaterra onde conseguiu que o aviador francês Louis Blériot, pioneiro do cruzamento do canal, pelo ar, em 1909, lhe emprestasse uma aeronave monoplana de 50 cavalos de força.

Assim, em 16 de abril de 1912, Harriet fez o percurso inverso ao de Louis Blériot, decolando de Dover, na Inglaterra, de madrugada.  O tempo estava bastante enevoado e isso fez com que a aviadora confiasse basicamente na bússola.

O fato foi que, cerca de uma hora mais tarde, Harriet pousou em Calais, na França, após percorrer as trinta milhas do percurso, Harriet Quimby tornava-se a primeira aviadora, no mundo, a cruzar pelo ar o Canal da Mancha.

Visto que o transatlântico Titanic naufragara poucos dias antes, o feito de Harriet mereceu meramente, na mídia impressa, um discreto registro nos Estados Unidos e na Inglaterra.

Harriet morreu prematuramente, com apenas 37 anos de idade, em 10 de julho 1912, ao pilotar em companhia do empresário William Willard organizador do Terceiro Encontro Anual de Aviação de Boston, em Squanton, Estado de Massachusetts.

Ocorre que a uma altitude de 1.500 pés (460 m) seu Blériot para dois assentos, novinho em folha, picou inesperadamente, lançando seus ocupantes no espaço, daí sobrevindo o óbito dos dois e a queda da aeronave, com perda total.

A finada aviadora foi sepultada no Cemitério Woodawn, no bairro de Bronx, em Nova York, todavia um ano depois seus restos  mortais foram trasladados para o Cemitério Kensico,  em  Valhalla, Nova York.

Fontes:

http://www.pilotos-muertos.com/2012/Amy%20Johnson.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Air_Transport_Auxiliary

http://en.wikipedia.org/wiki/File:Law-Ruth_001.jpg

http://www.ctie.monash.edu.au/hargrave/law.html

http://en.wikipedia.org/wiki/Ruth_Rowland_Nichols

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Uma resposta para “A MULHER NA AVIAÇÃO – Capítulo II”

  1. [...] na Aviação: Capitulo I, II, III e [...]

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