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A MULHER NA AVIAÇÃO – Capítulo III

Irenio de Faro

A mulher também se destacou na Aviação.  Focalizamos neste capítulo, a brasileira Ada Rogato e sua trepidante e fascinante  vida como aviadora pioneira.


ADA LEDA ROGATO – Brasil

Filha única do casal paulistano Maria Rosa Greco e Guglielmo Rogato, de descendência italiana, Ada Leda Rogato (foto), mais conhecida como Ada Rogato (São Paulo22 de dezem-bro de 1910 – São Paulo, 15 de novem-bro de 1986) destacou-se como pioneira da Aviação brasileira.
Foi a primeira mulher no Brasil a obter licença como paraquedista, a primeira volovelista (piloto de planador) e a terceira a se brevetar em comando de aviões (1935) . Também se notabilizou por acrobacias aéreas e foi a primeira a pilotar aeronaves agrícolas no País. Voando em aeronaves de pequeno porte e — ao contrário de outras famosas aviadoras — sempre sozinha, a fama nacional e internacional cresceu a partir dos anos 1950, graças à ousadia cada vez maior de suas proezas.

Este exemplar apelidado de ‘Brasil’, trata-se de um monomotor biplace produzido pela indústria americana Cessna Aircraft Co.  Em 1950, o então ministro da Aeronáutica presenteou Ada Rogato com essa aeronave,   com a qual ela recebeu o título de Pioneira das Américas por seu primeiro voo solo. A seguir, dados técnicos da aeronave:

  • utilização: civil
  • comprimento: 6,58 m
  • envergadura: 10,01 m
  • peso vazio: 450 kg
  • peso máximo: 680 kg
  • número de lugares: 2
  • velocidade máxima: 225 km/h
  • velocidade de cruzeiro: 185 km/h
  • exemplar fabricado em: 1949
  • fabricante (montadora): Cessna Aircraft Company
  • local de montagem: EUA
  • fabricante do motor: Continental Motors
  • local de montagem do motor: EUA
  • características do motor: Continental C-90F, 4 cilindros opostos, 90 hp a 2.400 rpm

Destaques e feitos notáveis de Ada Leda Rogato:

— A primeira piloto brasileira a atravessar os Andes; feito realizado por onze vezes, ida e volta, em 1950;

— A única aviadora do mundo, até 1951, a cobrir uma extensão de 51.064 km em voo solitário pelas três Américas, chegando até o Alasca; o trajeto levou aproximadamente 6 meses;

— A primeira a atingir o aeroporto de La Paz, na Bolí-via, o mais alto do mundo até então (1952), com um avião de apenas 90 HP – feito inédito na história da aviação boliviana;

— O primeiro piloto, homem ou mulher, a cruzar a selva amazônica — o temido ‘inferno verde’, em um pequeno   avião do tipo teco-teco  — em voo solitário  e confiando apenas numa bússola (1956);

— A primeira aviadora a chegar sozinha à Terra do Fogo, no extremo sul do nosso continente (1960);

— Detém o brevê número um de primeira paraquedista, entre homens e mulheres; e foi a primeira mulher no mundo a saltar de um helicóptero, realizando 105 saltos; e a primeira paraquedista das Américas;

— A primeira mulher a receber a Comenda Nacional de Mérito Aeronáutico, no grau de Cavalheiro, a Comenda Asas da Força Aérea Brasileira e o título de Honoris Causa outorgado pela FAB;

— Realizou mais de mil ‘voos de coqueluche porque se acreditava, na época,  que a altitude matava  o vírus da moléstia;

— A primeira a pousar em Brasília, quando a capital do País ainda estava em construção;

— Ada Leda Rogato foi pioneira, no Brasil, em 1943, em paraquedismo e em 1948, na mesma modalidade, no Estado de São Paulo.  Tem mais: nesse mesmo ano iniciou-se também como piloto da Aviação Agrícola, onde igualmente pousou no terreno do pioneirismo.  Pouco depois, em 1950, valendo-se de seu notável reide por quatro países sul-americanos, exibiu-se como competente paraquedista e foi  a primeira mulher a saltar em Chile e Paraguai.

Sucesso e sacrifícios:

Filha única do casal Maria Rosa Greco e Guglielmo Rogato, Ada recebeu dos pais, imigrantes italianos, o mesmo tipo de educação da época, na qual as mocinhas eram preparadas para o casamento, recebendo inclusive aulas extras de pintura e piano.  O problema era que se sentia fascinada com o voo, objetivo que não abandonou mesmo quando os pais se separaram e ela precisou executar trabalhos de bordado e artesanatos diversos, a fim de se manter.

Ada L. Rogato ao lado da aeronave ‘Paulistinha’ apelidada de  ‘Gafanhoto’ por Henrique da Rocha Lima

Economizando ao máximo, Ada conseguiu juntar dinheiro para aulas de pilotagem e assim, em 1935, conquistava seu primei-ro brevê feminino de voo à vela e, no ano seguinte, o primeiro brevê de voo outorgado a uma mulher pelo Ae-roclube  de São Paulo.   Como complemento, em decorrência de um curso de paraquedismo, no Campo de Marte, em 1941, ganhou também a licença de paraquedista, na verdade, o primeiro certificado, no gênero, concedido a uma brasileira.

Ada em seu traje de voo

Dedicada à Aviação Esportiva, Ada passou a se exibir com acrobacias aéreas e saltos de paraquedas, a fim de atrair público para eventos aviatórios programados para as capitais e aeroclubes localizados no interior de São Paulo e de outros Estados.  Segundo seus historiadores, durante a Segunda Guerra Mundial, Ada realizou voluntariamente 213 voos de patrulhamento aéreo do litoral paulista. E finalmente, em 1948, quando se intensificou o combate à broca-do-café — praga que ameaçava as plantações do principal produto brasileiro de exportação —, Ada começou a trabalhar na Aviação Agrícola em atividades de polvilhamento aéreo.

Ainda durante a Segunda Guerra Mundial, Ada Rogato realizou demonstrações de paraquedismo na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, destacando-se na ocasião com um salto noturno.  Por todos esses feitos, Ada passou a ser chamada, pela mídia, de Milionária do ar, Gaivota solitária e Pássaro solitário.

Reconhecimento

A vida de Ada Leda Rogato foi sempre difícil.   Solteira, arranjou em 1940 um emprego de escriturária no Instituto Biológico, órgão estadual vinculado à Secretaria da Agricultura, e aposentou-se em 1980, como chefe de seção técnica da Secretaria de Esportes e Turismo. Nos anos 1950, foi redatora de aviação da Revista dos Aviadores e da revista Velocidade.

Apesar de modesta e discreta, Ada recebeu, como já vimos, da mídia brasileira, em 1950, os títulos de Milionária do Ar, Águia Paulista, Rainha dos Céus do Brasil e Gaivota  Solitária e da revista chilena Margarita, o apelido de Condor dos Andes.

A jornalista paulista Lucita Briza (foto à Direita) lançou seu livro ‘Ada – Mulher, Pioneira, Aviadora’ em 30 de abril de 2011 na Livraria Cultura, do Shopping Villa-Lobos, pela C&R Editorial, em São Paulo.  Lucita não se conformava com o fato de Ada Rogato ter caído tão rapidamente no esquecimento do povo brasileiro, daí a ideia de redigir sua biografia, com um alentado volume de 300 páginas, cuja capa se vê ao lado.

Comentário do jornalista Roger Marzochi, da Agência Estado, em 18 de março de 2011, sobre o livro de Lucita Briza que retratou a vida da aviadora  Ada Rogato:

“O trabalho de reportagem começou em 2005, com grande esforço para encontrar pessoas ligadas à aviadora, que nunca se casou, não teve filhos e rompera os laços familiares quando jovem. Seu pai, Guglielmo Rogato, imigrante italiano que se fez homem importante em Alagoas e tem até duas ruas com seu nome, quis impedir a carreira da moça. Fora as fontes oficiais de informação, a jornalista só conseguiu se aproximar mais da vida da aviadora ao encontrar Neide Bibiano, em São Paulo. Amiga de Ada, amparando-a até a morte, foi ela que saiu em busca dos parentes da aviadora antes que a aviadora morresse, de câncer no útero. “O contato com a Neide fez com que as coisas começassem a tomar vulto na minha cabeça. Essa mulher foi meu guia para conseguir mais informações.”

“Lucita também viajou para o Uruguai, Argentina e Chile para entrevistar pessoas que tiveram contato com a aviadora em suas viagens. “Depois da morte dela, esse esquecimento brutal. E eu não me conformava. “Ela tinha boas relações com homens e mulheres, menos com a Anésia”, lembra, citando Anésia Pinheiro Machado, a segunda mulher que conseguira um brevê. A primeira foi Thereza de Marzo, em 1922.”

“Eu sempre quis escrever um livro sobre uma mulher a frente do seu tempo.” Lucita corrigiu essa lacuna, num livro de 300 páginas.”

Dentre centenas de troféus e condecorações, foi a primeira aviadora a receber no Brasil a Comenda Nacional do Mérito Aeronáutico, no grau de Cavaleiro, e ainda as Asas da Força Aérea Brasileira e o título de Piloto Honoris Causa da FAB; também no grau de Cavaleiro, recebeu na Bolívia a Condor dos Andes; no Chile, foi condecorada com a Bernardo O’Higgins no grau de Oficial e na Colômbia com as Asas da Força Aérea Colombiana, primeira comenda entregue no País a uma aviadora. Em 1954, recebeu da Federação Aeronáutica Internacional, sediada na França, o diploma Paul Tissandier por seus méritos na aviação.

Divulgação

Em 1956, em comemoração ao Cinquentenário do 1º voo do 14-bis, de Santos-Dumont, realizou um reide especial, por todo o Brasil, com a dupla finalidade de divulgar os méritos do inventor, distribuindo farto material de divulgação, e transportando uma imagem de  Nossa Senhora Aparecida em peregrinação aérea.

Na ocasião Ada percorreu 25.057 km, em 163 horas de voo, com seu Cessna sobrevoando áreas pouco exploradas do Centro-Oeste, pousando em campos de pouso recém-abertos na mata e visitando várias aldeias indígenas. Foi mais uma vez pioneira ao atravessar sozinha, num pequeno avião a selva amazônica.

O Cessna (foto) usado por Ada Rogato pode ser visto em exposição no Museu da TAM em São Carlos, (SP) num espaço consagrado à aviadora brasileira.

Ada Rogato e seu inseparável monomotor Cessna 140 (foto).  Apesar de suas inúmeras conquistas, chegando ao Círculo Ártico e explorando a Amazônia, Ada não estava satisfeita: faltava ainda alguma coisa. Eis porque, em 1960, empreendeu uma viagem a Ushuaia, na Terra do Fogo (Argentina), a cidade mais austral do mundo.  Registrava-se, assim, como a primeira aviadora a realizar tamanho feito. Ela e ‘Brasil’, sua aeronave Cessna, somente pararam de voar, quando Ada Rogato não conseguiu obter um avião mais potente, a fim de aprofundar seus recordes.

Como membro da comissão do Cinquentenário do 14-bis, a aviadora passou posteriormente a fazer parte da Fundação Santos-Dumont (FSD), destinada a cuidar do acervo do inventor e apoiar o desenvolvimento da aeronáutica. Como dirigente dessa entidade — da qual foi sucessivamente conselheira, secretária e presidente —, Ada recepcionava os visitantes mais ilustres do Museu da Aeronáutica da FSD (o primeiro da América do Sul), ao qual doou o seu ‘Brasil’. Entre esses visitantes, contam-se vários astronautas norte-americanos —incluindo Neil Armstrong, que antes de se tornar o primeiro homem a pisar na Lua, conheceu ali a aviadora e seu avião e a elogiou por suas façanhas. Ao morrer em 1986, Ada ainda era diretora do Museu que abrigava o seu inseparável ‘Brasil’.

Ada Rogato foi recebida com carinho no Chile, ocasião em que o jornalista chileno Alarcón Carrrasco produziu um excelente artigo sobre ela, cujo resumo se segue:

Ada Rogato: El Cóndor Solitario

Brasilera fue la primera mujer que saltó en paracaídas en Chile.

“Un día del mes de abril de 1950, la selva virgen del sector Puyehue se vio alterada por el suave ronronear del pequeño motor de un avión que se desplazaba plácidamente a través de la cordillera majestuosa, todavía descubierta de los blancos penachos que en invierno cubren de nieve las alturas.”

“(…) En la cabina, la invasora, junto con consultar su mapa y mantener el control de la máquina aérea enfilaba rectamente a la ciudad de Osorno, primera escala en nuestro suelo. Se trataba nada menos que de la famosa aviadora brasileña Ada Rogato, más conocida como ‘El Cóndor Solitario’, que en su pequeño avión ‘Paulistinha’, conocido como ‘Brasilerito’ de tan solo 65 HP y que sólo alcanzaba una velocidad de 110 kmts.; realizaba un raid de buena vecindad por Paraguay, Uruguay, Argentina y Chile.”

“(…) Al año siguiente obtiene su título de piloto aviador de turismo, volando aviones Stinson, Waco, Curtiss, Fairchild y por supuesto los aviones de fabricación brasilera denominados Muniz 7, Muniz 9, Bucker y H.L.6, habiendo volado además varias veces como piloto de prueba de aviones livianos de construidos en su país.”

“(…) Cuando llegó a Chile por primera vez, ya tenía más de dos mil horas de vuelo, pero otra de las aficiones que llevaba a flor de piel era el paracaidismo, en cuyo deporte registraba más de 80 saltos, siendo campeona brasilera de esta especialidad.”

“(…) Una de sus mayores cartas de presentación lo constituía el salto nocturno en paracaídas, realizado el 19 de abril de 1942, en Río de Janeiro y en cuyo acto estuvo presente el presidente de Brasil Getulio Vargas”.


Ada en Chile

“(…) Fue recibida en La Moneda por el presidente Gabriel González Videla, quien con su natural bonhomía no dejó de sorprenderse por recibir a tan valiente exponente de la raza y el pueblo brasilero. No podía faltar una visita al Club de Planeadores de Santiago, donde aparte de ser muy bien recibida por el directorio y socios de la entidad, fue instada a improvisar una charla sobre el vuelo a vela, disertación que permitió a los presentes aquilatar su gran dominio de esta rama de la aeronáutica”.

Dos saltos para nuestra historia

“(…) Dicen las crónicas de la época que una gran cantidad de gente se reunió en Los Cerrillos la tarde del 15 de abril de 1950, para ver la novedad del deporte del paracaidismo, que en esos años era practicado en nuestro país sólo por la Fuerza Aérea con fines netamente militares(…)”

“(…) piloteado por Aladino Azzari, Ada Rogato alzó el vuelo desde el costado oriente de la pista, y luego de tomar unos quinientos metros de altura, la aviatriz y paracaidista se lanzó en pos de la libertad del cielo chileno que la recibió glorioso durante los escasos segundos que duró su hazaña. Luego de descender unos 80 metros abrió otro paracaídas, para frenar el impulso inicial y antes de tocar tierra se abría un tercero, pequeñito, que ostentaba las banderas de Chile y Brasil, significativo y delicado gesto de confraternidad aérea que fue calurosamente aplaudido por la concurrencia. Al día siguiente se realizó su segundo y último salto en tierras chilenas, con el que completó 87 saltos en su carrera deportiva, cifra bastante alta para una mujer (…)”

Homenagens

— Em vida, Ada Rogato foi amplamente reconhecida e homenageada pelo talento, coragem, ousadia e pioneirismo.

— Em 1984 foi lançado o filme de curta metragem Folguedos no Firmamento (direção: Regina Rheda), sobre os feitos de Ada Rogato; esse filme foi exibido durante cinco anos em cinemas de todo o Brasil. Poucos anos após a morte de Ada Rogato, o Museu da Aeronáutica foi fechado e o acervo se dispersou ao ser removido do espaço que ocupava no Parque Ibirapuera (São Paulo).

— Algumas referências públicas à aviadora estão em uma praça na cidade de São Paulo e em uma rua de Ribeirão Preto (SP) que levam seu nome.

— Atualmente o ‘Cessna 140-A’ ‘Brasil’ encontra-se exposto ao público no Museu TAM, localizado em São Carlos-SP.

— Outro registro histórico em homenagem a Ada Rogato foi prestado em 1951: ao bater o recorde de voo solo, percorrendo os 51.064 quilômetros entre a Terra do Fogo e o Alasca, em apenas 326 horas, foi homenageada com o lançamento de uma aguardente registrada com o nome de  a Voadora.

— Em outra homenagem póstuma (8 de março de 2000), os Correios do Brasil lançaram selos postais estampando as mulheres pioneiras da aviação brasileira, sob o tema ‘Mulheres Aviadoras’, um carimbo postal e um selo comemorativo dos 50 anos do primeiro sobrevoo dos Andes por Ada com seu ‘Brasileirinho’, um avião CAP-4 Paulistinha de apenas 65 HP.

— Em 1986 Ada fez parte da Fundação Santos Dumont assumindo sucessivamente os cargos de conselheira, secretária e presidente, e posteriormente o de diretora do Museu da Aeronáutica da própria fundação .

— Ada Rogato faleceu em São Paulo, vítima de câncer, em 15 de novembro de 1986, aos 76 anos; o corpo foi velado no Museu da Aeronáutica, com o cortejo acompanhado pela Esquadrilha da Fumaça.

Temperamento

Os biógrafos de Ada destacam duas características da personalidade da aviadora:

—  Apesar de o nome Leda constar de seu registro civil, Ada o detestava e evitava usá-lo sempre que possível.

— Ada Rogato  era simpática, agradável e se relacionava bem com todo mundo, exceto com sua  rival, a também aviadora Anésia  Pinheiro  Machado ,  de quem era inimiga.

Bibliografia

— SOUZA, José Garcia de.  A Verdadeira História da Aeronáutica. Vol. II, 1944.

— TAPIA, Amalia Villa de la (Aviadora boliviana).  Alas de la Bolivia.

— BRASIL, Aeroclube do. Relação nominal dos portadores do brevê de piloto-amador internacional (FAI). 1951

— PEREIRA, Cap. Aldo.  Breve História da Aviação Comercial. 1987.

— INCAER.  História Geral da Aeronáutica Brasileira. Vol. II. 1990.

— BALTHAZAR, Cap.  Lúcia  Lúpia Pinel.  Voo Proibido – Os apuros de uma Pioneira.2008.

— MOSCROP, Liz et RAMPAL, Sanjay. The 100 greatest women in aviation.  2008.

— BRIZA, Lucita. Ada – Mul her, pioneira, aviadora.  C&R Editorial. S Paulo. 2011.

— BITTENCOURT , Adalzira.A Mulher Paulista na História. Rio de Janeiro:Livros de Portugal.

PINHEIRO, Carlos dos Santos. Aviadoras Pioneiras. Rio de Janeiro, 2003

DUMONT, Cosme Degenar. Asas do Brasil: Uma História que Voa pelo Mundo.

Editora de Cultura, São Paulo, 2004.

Registros:

A jornalista paulista Lucita Briza  (foto à Direita)  lançou  seu livro ‘Ada – Mulher, Pioneira, Aviadora’ em 30 de abril  de 2011 na Livraria Cultura, do Shopping Villa-Lobos, pela C&R Ediorial, em São Paulo.  Lucita  não se conformava com o fato de Ada Rogato ter caído tão rapidamente  no  esquecimento do  povo brasileiro, daí a ideia de redigir sua biografia, com um alentado volume de 300 páginas, cuja capa se vê ao lado.

Ada L. Rogato ao lado da aeronave ‘Paulistinha’ apelidada de  ‘Gafanhoto’ por Henrique da Rocha Lima

Homenageada pelos Correios, com a emissão de um selo postal comemorativo

Ada em trajes  de voo. A única aviadora do mundo, até 1951, a cobrir uma extensão de 51.064 km em voo solo pelas três Américas, chegando até o Alasca; o giro levou aproximadamente seis meses.

O Cessna (foto) usado por Ada Rogato pode ser visto em exposição no Museu da TAM em São Carlos, num espaço consagrado à aviadora brasileira.

Ada Rogato e seu inseparável monomotor Cessna 140 (foto).  Apesar de suas inúmeras conquistas, chegando ao Círculo Ártico e explorando a Amazônia, Ada não estava satisfeita: faltava ainda alguma coisa. Eis por que, em 1960, empreendeu uma viagem a Ushuaia, na Terra do Fogo (Argentina), a cidade mais austral do mundo.  Registrava-se, assim, como a primeira aviadora a realizar tamanho feito. Ela e ‘Brasil’, sua aeronave Cessna, somente pararam de voar, quando Ada Rogato não conseguiu obter um avião mais potente, a fim de aprofundar seus recordes.

‘Ada Rogato, uma  vida com a cabeça no céu’. Bico de pena de um  talentoso professor de inglês que se assina ‘Um Artista sem Pena”. Ada Rogato em 1950

A aviadora brasileira Ada Rogato (foto) recebeu medalhas, prêmios, condecorações e comemorações e foi recebida por governantes e altas patentes militares inclusive da Europa, mas para se manter precisou se empregar como funcionária pública. Ada Rogato foi a primeira mulher, no Brasil, a receber a Comenda Nacional de Mérito Aeronáutico, no grau de cavalheiro, a Comenda Asas da Força Aérea Brasileira e o título da FAB de Piloto em Honoris Causa.

Ada também se destacou pelas acrobacias aéreas , mas voava em aeronaves de pequeno porte — e ao contrário de outras famosas aviadoras sempre sozinha. E graças às suas proezas, sua fama nacional e internacional cresceu a partir dos anos 1950.

Ada e o monomotor com matrícula PT-ADV, no Museu da Aeronáutica e Espaço – SP


(1) Foto de Ada Rogato dedicada à aviadora brasileira Thereza de Marzo – 1944. (2) Ada Rogato tinha por hábito de levar a bordo a imagem de uma santa.

Reportagem com Ada Rogato

Documentário com Ada Rogato

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3 respostas para “A MULHER NA AVIAÇÃO – Capítulo III”

  1. Dyego Marques disse:

    Uau! Ótima matéria, iremos compartilha-la em nossas redes sociais, ok?!

  2. [...] na Aviação: Capitulo I, II, III e [...]

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