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A MULHER NA AVIAÇÃO E NO ESPAÇO – Série I

Irenio de Faro

As mulheres também se destacaram na Aviação, como as que focalizamosneste seriado. A começar por Elisabeth Thible (França), Bessie Coleman (EUA), Carina Negrone (Itália), Sophie Blanchard (França), Anésia Pinheiro Machado (Brasil), Rosina Ferrario (Itália), TadashiHyodo (Japão), Thereza de Marzo (Brasil) e Elly Beinhorn (Alemanha).

Elisabeth Thible – França


Em 4 de junho de 1784, a francesa madame Elisabeth Thible, de Lyon, é a primeira mulher no mundo a subir num balão. Consta que teria efetuado um corajoso voo com a duração de 45 minutos, utilizando-se de um balão Montgolfier, igual ao da gravura ao lado. O artefato foi pilotado por Sr. Fleurant, artista plástico apaixonado por balonismo. Elisabeth fez um único voo, ainda assim ganhou o título de pioneira.

Elizabeth ’Bessie’ Coleman – EUA


Elizabeth ’Bessie’ Coleman(Atlanta, 26 de janeiro de 1892 – Jacksonville, 30 de abril de 1926) foi uma aviadora americana: a primeira afrodescendente a conseguir uma licença de pilotagem, não apenas nos Estados Unidos, mas no mundo inteiro.
Bessie foi a décima de uma prole de 13 filhos do casal George e Susan Coleman, ele agricultor e descendente de índios Cherokee. A infância foi muito difícil: a menina tinha que caminhar seis quilômetros todos os dias a fim de frequentar a escola. Para completar, o pai, cansado da discriminação reinante no Texas, abandonou a família e mudou-se sozinho para Oklahoma.
Em 1915, em Chicago, com 23 anos, Bessie tentou matrícula numa escola de pilotagem, mas fracassou por dois motivos: era negra, e ninguém queria dar aulas de voo a uma mulher.
Para sua sorte, ela encontrou apoio em Robert S. Abbott, fundador e impressor do jornal Chicago Defender, e no banqueiro Jesse Binga, que financiaram sua viagem para a França, onde tomou aulas de pilotagem, solou numa aeronave biplana Nieuport 82 e em 15 de junho de 1921 tornou-se a primeira mulher afrodescendente americana e no mundo todo a conseguir uma licença de voo expedida pela Fédération Aéronautique Internationale.Decidida a aprimorar sua técnica, Bessie frequentou aulas extras por mais dois meses e por fim, em setembro de 1921, retornou a Nova York, onde se tornou uma grande sensação nos Estados Unidos.
A fim de ganhar a vida em exibições aéreas, Bessie necessitava de treinamento, mas esbarrou novamente no preconceito americano, pois não conseguiu quem a treinasse. Voltou então a Paris, onde treinou durante dois meses e em seguida tocou para a Holanda, para conhecer o pioneiro projetista Anthony Fokker. Depois, Bessie viajou para a Alemanha, para um treinamento especial com o piloto-chefe da Cia. Fokker naquele país. Devidamente instruída e confiante, Bessie lançou nos Estados Unidos uma vitoriosa carreira de exibições aéreas.

Apelidada de Rainha Bessie, a aviadora reinou por cinco anos seguidos, sendo convidada para importantes eventos e entrevistas na mídia, virtualmente apreciada por brancos e negros.
O grande sonho da aviadora era o de fundar uma escola de pilotagem para negros, mas a morte surpreendeu-a prematuramente, impedindo-a de concretizar seu desejo.
Em 30 de abril de 1926, em Jacksonville, Estado da Flórida, voando em companhia de seu mecânico e agente publicitário William Wills, numa aeronave Curtiss JN-4, recentemente comprada, Bessie não afivelou seu cinto de segurança, pois pretendia saltar de paraquedas no dia seguinte e precisava examinar a área. Ocorreu então o imprevisível: a aeronave picou de repente e, em vez de se recuperar, entrou em parafuso, ocasião em que Bessie foi projetada no espaço, a uma altitude de 2.000 pés (610 m), sofrendo morte instantânea ao atingir o solo. A inesperada manobra vitimou também o mecânico William Wills, que não conseguiu controlar a aeronave presa em chamas ao se chocar com o chão.
Apesar de o avião ter ficado bastante queimado, especialistas da Perícia descobriram que uma chave metálica usada para reparar o motor deslizara para a caixa de marchas, travando-a. Bessie tinha apenas 34 anos.

A partir de 2 de maio de 1926, o corpo de Bessie Coleman foi velado por mais de 5 mil pessoas em Jacksonville, três dias depois em Orlando, também no Estado da Flórida e finalmente em Chicago, onde aconteceu o sepultamento no Cemitério Lincoln. Estima-se que cerca de 10 mil pessoas teriam participado do velório
O impacto da morte da aviadora negra, nos Estados Unidos, foi fantástico. Em 1927 inúmeros aeroclubes foram criados com seu nome no território americano. No Dia do Trabalho, em 1931, esses clubes promoveram a primeira e exclusiva Mostra Aérea de Aviadores Afrodescendentes Americanos, a qual atraiu um público de 15.000 espectadores. Nesse mesmo ano, um grupo de pilotos negros fez uma revoada sobre o túmulo de Bessie Coleman no Cemitério Lincoln, e o nome da falecidaaviadora apareceu em diversos edifícios no bairro negro de Harlem, em Nova York.
Para completar, a Federal AviationAdministration (FAA) batizou com seu nome a sala de reuniões do 20 andar; em 1990, o prefeito de Chicago rebatizou, também com o nome de Bessie, a antiga estrada Old Mannheim Road, que faz ligação com o Aeroporto O’Hare, e em 1992 decretou o 2 de maio como o Dia de Bessie Coleman.
Homenagens e reconhecimento de uma sociedade machista e discriminadora em termos étnicos como a americana.

Carina Negrone -Itália


A condessaCarina Negrone (Bogliasco, 20 junho de 1911 – 19 março de 1991) foi uma aviadora italiana. Formou com Rosina Ferrario a primeira dupla de aviadoras da Itália.
Casada com Ambrogio Negrone, com quem teve um filho, Vittorio, teve a primazia de ter sido a primeira mulher, em 1933, a receber um brevê outorgado pela Reale Unione Nazionale Aeronautica (Runa).
Grande desportista, praticava tênis e esquis, além de pesca e caça, mas preferia a arte de voar, sua maior predileção.
Em 5 de maio de 1934, Carina estabeleceu seu primeiro recorde, ao voar, num hidroplano Classe C, a uma altitude de 5.544 m. Um ano mais tarde, em 20 de junho de 1935, a condessa Carina Negrone quebrou o próprio recorde, ao pilotar um biplano Caproni Ca-113 a uma altitude de 12.010 m (39,400 ft), além de estabelecer uma nova marca mundial para voo invertido.
Muito tempo depois, em 19 de junho de 1954, Carina voou no Egito, de Brescia a Luxor, 2.987 km, em 13 horas e 34 minutos, a uma velocidade média de 299 km/h, batendo o recorde do americano Gen. Andrews em 1936.
Consta que Carina teve, a seu crédito, sete recordes mundiais diversos. Um outro feito seu foi ter participado de um de três grupos de pilotos italianos que efetuaram um giro aéreo pela Argélia. Pilotando uma aeronave Aermacchi MB.308, em companhia da aviadora Ada Marchelli, sobrevoaram, em 1951, um total de 6.000 quilômetros de deserto.
Em 1996 os correios italianos homenagearam Carina com a emissão de um selo postal.

Sophie Blanchard França

Sophie Blanchard (25 de março de 1778 – 6 de julho de 1819) foi uma aeronauta francesa, esposa do balonista pioneiro Jean-Pierre Blanchard.Sophie ficou notória como a primeira profissional, no mundo, a se dedicar ao balonismo, atividade que continuou a exercer mesmo após a morte do marido, quando efetuou mais de 60 subidas.
Conhecida em toda a Europa por suas explorações balonistas, Sophie impressionou Napoleão Bonaparte, que a nomeou com o título de ‘Aeronauta dos Festivais Oficiais’, em substituição a André-Jacques Garnerin. Mais tarde, com a restauração da monarquia, em 1814, ela se exibiu para o rei Luís XVIII, que lhe outorgou o título de ‘Aeronauta Oficial da Restauração’.
O balonismo, pelo menos para os pioneiros, era um expediente arriscado. Sophie perdeu a consciência em algumas ocasiões, suportou temperaturas abaixo de zero e por pouco não se afogou quando seu balão se despencou sobre um pântano. Finalmente, em 1819, foi a primeira mulher, em nível mundial, a morrer num acidente aéreo. Durante uma exibição nos Jardins Tivoli, em Paris, acendeu fogos de artifício que atingiram o gás de seu balão, o qual caiu sobre o telhado de uma casa.
Curiosamente, embora tenha sido mais conhecida por Madame Blanchard,havia quem a ela se referisse pelos nomes de Madeleine-Sophie Blanchard, Marie Madeleine-Sophie Blanchard, Marie Sophie Armant e Madeleine-Sophie ArmantBlanchard.

ANÉSIA PINHEIRO MACHADO – Brasil


A pioneira aviadora Anésia Pinheiro Machado 1904-1999 merece destaque na aviação brasileira. Seu nome rompeu fronteiras, ficou famoso fora do País. A carreira da aviadora, no entanto, começou por acaso. Com apenas 16 anos e morando em Itapetininga, pequena cidade paulista, num dia qualquer do ano de 1920, ela se dirigiu ao acanhado aeroporto local para assistiràs notáveis acrobacias aéreas de Orton Hoover, piloto americano que excursionava pelo Brasil para demonstrar o que alguém é capaz de fazer com um avião. Inevitavelmente, uma novidade! A exibição fez tanto sucesso, que o piloto foi convidado a cumprimentar a multidão que o aplaudia com entusiasmo.

Havia, contudo, um problema: como o americano não falava Português, o jeito foi apelar para Anésia, que aprendera Inglês numa escola particular em São Paulo. A jovem, apesar de sua pouca ou nenhuma experiência, saiu-se muito bem. Entusiasmado e agradecido, o piloto Hoover convidou-a para um pequeno voo na sua aeronave. Começou, assim, a incrível carreira aeronáutica de Anésia.

Do acaso feliz para o sucesso foi um pulo. Em 1921, um ano depois de seu primeiro voo, voltou o destino a interferir a favor da jovem Anésia. Um piloto militar brasileiro, o cap. José Busse, teve problemas com seu motor, ao sobrevoar Itapetininga, sendo obrigado a pousar ali. Logo que a notícia se espalhou, ela correu para o aeródromo, pondo-se a espiar o conserto do motor; quando este ficou pronto, o capitão convidou-a para um teste em voo. Busse sugeriu-lhe, então, que tirasse sua licença de pilotagem.

Mas havia ummonte de problemas. Para começar, Anésia não tinha dinheiro para as aulas, mas o capitão daria um jeito. Bastava procurar um seu irmão, também militar, em São Paulo, que com toda a certeza não lhe negaria ajuda. Para azar da moça, Busse morreu no dia seguinte, quando seu avião se espatifou no chão, logo após decolar. O acidente, claro, afetou Anésia, mas com o tempo ela se deu conta de que nascera para voar, e de nada lhe adiantaria contrariar o destino. Os problemas eram quase insuperáveis. Em primeiro lugar, a falta de fundos para a licença de piloto. Para completar, o preconceito de uma sociedade machista que dizia, abertamente, que voar era coisa somente para homens.

Primeiro brevê
Disposta a enfrentar tudo e todos, a jovem partiu para São Paulo, onde arranjou um emprego de tradutora e, uma vez instalada, tratou de procurar o irmão do cap. Busse, que a apresentou ao ten. Reinaldo Gonçalves, o qual, todavia, não se animou muito com a ideia de instruí-la. Sem outro recurso, Anésia insistiu tanto que, por fim, no dia 21 de dezembro de 1921, realizou seu primeiro voo como aluna. E, em 9 de abril de 1922, recebeu o brevê da Federação Aeronáutica Internacional.

Anésia fez seu primeiro solo em março de 1922, pilotando um Caudron-3,e depois saiu fazendo demonstrações de voo acrobático pelas cidades paulistas à beira-mar.
Ainda em 1922, Anésia granjeou fama ao se tornar a primeira brasileira a efetuar um voo interestadual: uma inesquecível viagem, entre São Paulo e Rio de Janeiro, que durou quatro dias.

Anésia Pinheiro Machado é o que se pode chamar de uma mulher do mundo, visto que ganhou diplomas de cidadã-honorária em Salissaw, Oklahoma, Keokuk, Iowa, Baton Rouge e Louisiana – tudo isso nos Estados Unidos – além de um título muito importante, o de cidadã honorária de Atchinson, Estado do Kansas, onde nasceu outra grande aviadora, AmeliaEarhart, venerada na América. Em sua peregrinação aérea pelos caminhos do mundo, Anésia tirou licenças de pilotagem em vários países estrangeiros como México, Costa Rica, China, Argentina, Paraguai e Uruguai. E, em matéria de medalhas, ganhou inúmeras do Brasil, França, Peru, Venezuela, Alemanha, Chile e Estados Unidos.

Durante a II Guerra Mundial, o governo americano convidou Anésia para um curso de treinamento avançado de pilotagem no Standardization Center da CAA (hoje Federal AviationAuthority, FAA), em Houston, Texas. Foi a única mulher brasileira a receber esse tipo de convite, ganhando assim homologação para voos por instrumentos (IFR), qualificando-se como piloto comercial, instrutora de voo em link trainer– espécie de simulador muito utilizado à época.
Após formar-se em Houston, Anésia empregou-se na Pan American, na cidade de Nova York, como instrutora de link e, ao retornar ao Brasil, foi contratada pela empresa brasileira de transporte aéreo Panair e depois pela Força Aérea Brasileira, com a mesma função.
Mais tarde, em 1951, foi também a primeira mulher, do Brasil, a pilotar com sucesso seu avião num voo intercontinental. Entusiasmada com a política de boa vizinhança adotada pelo então presidente americano Franklin Delano Roosevelt, a jovem brasileira resolveu realizar um voo entre Nova York e o Rio de Janeiro. Sem recursos ou qualquer patrocínio, Anésia vendeu o apartamento onde morava e, em Nova York, comprou uma aeronave Ryan Navion Super 260 (foto). Na capital dos Estados Unidos, Washington, ela se dirigiu à Organização dos Estados Americanos (OEA), falou sobre seus planos e recebeu do presidente daquela organização, Alberto Lleras Camargo, da Colômbia, várias mensagens de boa vontade dirigidas aos presidentes dos países por onde deveria passar. Inevitavelmente, houve problemas na viagem. Anésia tinha, por exemplo, de cruzar a fronteira entre Chile e Argentina, operação que realizou com sucesso, apesar do mau tempo.
Desde sua aposentadoria, Anésia dedicou-se a promover, de todas as formas, seu grande ídolo – Alberto Santos-Dumont. Foi graças a Anésia que Santos-Dumont é hoje nome de uma cratera na Lua, uma iniciativa apoiada pela Nasa e pelo Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian, de Washington, DC. Graças a Anésia, também, o inventor brasileiro ganhou espaço especial na Galeria da Fama do Aeroporto Internacional de San Diego, na Califórnia (EUA), e no Museu dos Transportes em Tóquio, Japão. Pouco antes de falecer, aos 93 anos, Anésia concedeu sua última entrevista para a filmagem de um documentário sobre sua vida intitulado Anésia, Um Voo no Tempo.
Anésia morreu em 10 de junho de 1999, no Rio de Janeiro. Após a cremação de seu corpo, suas cinzas foram depositadas no Museu Santos Dumont, na fazenda Cubangu, no município de Santos Dumont (MG).

ROSINA FERRARIO – Itália

RosinaFerrario (Milão, 28 de julho de 1888 – 3 de julho de 1957) foi a primeira mulher italiana a se brevetar como piloto. Em 3 de janeiro de 1913, em VizzolaTicina, conquistou o brevê de número 203.

TADASHI HYODO – Japão

TadashiHyodo foi a primeira mulher japonesa a conseguir, em 1922, uma licença de pilotagem.

THEREZA DE MARZO – Brasil

Thereza de Marzo (São Paulo, 4 de agosto de 1903 – São Paulo, 9 de fevereiro de 1986)
recebeu, em 8 de abril de 1922, em São Paulo, brevê de aviadora. Foi a primeira mulher, no País, a conquistar uma licença de pilotagem.
Seu brevê tinha o número 76 (ver abaixo), e ela voou solo numa aeronave Caudrom G3.

ELLY BEINHORN – Alemanha


Elly Beinhorn-Rosemeyer (Hannover, 30 de maio de 1907 – Ottobrunn, 28 denovembro de 2007) foi destacada aviadora alemã, casada com BerndRosemeyer (1909-1938).
Em 1928, após assistir a uma palestra do famoso aviador alemão Hermann Köhl, que completara recentemente, pelo ar, a histórica travessia Leste/Oeste do Oceano Atlântico, Elly teve seu interesse voltado para a Aviação.
Aos 21 anos de idade, aplicando os fundos de uma pequena herança e mesmo com a oposição da família, mudou-se para Spandau, em Berlim, onde se matriculou num curso de pilotagem, no aeroporto Staaken, na capital alemã, sob o monitoramento do instrutor Otto Thomsen. Conseguiu se brevetar pilotando uma aeronave Klemm KL-20, mas, quando o dinheiro escasseou, aconselharam-na a executar acrobacias aéreas, o que resolvia seu problema financeiro mas deixava-a frustrada. Sua paixão era, na verdade, voos de longa distância.
Por fim, em 1931, Elly empreendeu um voo a Guiné-Bissau, uma colônia portuguesa na África, fazendo parte de uma expedição científica. No regresso, contudo, devido a uma pane de motor, caiu com sua aeronave no deserto do Saara, onde, com a ajuda de nômades tuaregues, seguiu no lombo de um camelo até Timbuktu. Pouco tempo depois Elly voltou ao local do desastre a fim de recolher algumas peças do avião sinistrado. Nesse ínterim, o governo francês, ao tomar conhecimento do fato, despachou uma aeronave de dois lugares para resgatá-la.
Posteriormente, saiu em nova excursão, mas seu monoplano Klemm sofreu pane mecânica perto de Bushire, na antiga Pérsia, onde Elly conheceu o piloto MoyeStephens que a ajudou a reparar a aeronave. Na ocasião, Stephens e o escritor de romances de aventuras Richard Halliburton efetuavam uma volta ao mundo num avião biplano Stearman C-3B, batizado com o nome de FlyingCarpet (Tapete Voador). A aviadora se juntou àdupla, inclusive num voo ao Monte Everest.
Elly voou também para Bali e Austrália, tendo sido a segunda mulher, depois de Amy Johnson, a efetuar um voo solo da Europa à Austrália. A carreira de Elly sofreu percalços diversos. Em Darwin, norte de Austrália, teve aeronave desmontada para posterior remontagem no Panamá, de onde Elly partiu para um giro pela América do Sul.
Elly enfrentou mais uma pane numa malfadada travessia dos Andes e por causa disso desmontou novamente a aeronave, que foi despachada para o Brasil, de onde seguiu para a Alemanha. A aviadora retornou a Berlim em julho de 1932.

Elly chegou a contrair uma dívida acima de 15 mil marcos, apesar de famosa, e foi salva ao ganhar a Taça Hindenburg, no valor de 10 mil marcos. Esse e outros prêmios em dinheiro concedidos pela indústria aeronáutica alemã permitiram que a aviadora continuasse na carreira. A fim de angariar fundos para seus projetos, Elly prosseguiu escrevendo e vendendo artigos para jornais e revistas, além de fotos de suas viagens.
Livre da dívida, tocou para a África num Heinkel He 71, percorrendo na ida a costa leste e, na volta, a oeste. Um ano depois, despachou sua aeronave para o Panamá e voou para o México e a Califórnia, cruzando os Estados Unidos em várias direções.Em janeiro de 1935 Elly voltou, por via marítima, para a Alemanha. Era incontestavelmente uma vitoriosa, uma heroína.

O especial Mulheres na Aviação e no Espaço continua na próxima semana!

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Uma resposta para “A MULHER NA AVIAÇÃO E NO ESPAÇO – Série I”

  1. [...] na Aviação: Capitulo I, II, III e [...]

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